Política
Ameaças de Trump ao Irã elevam petróleo ao maior nível em dois meses e acendem alerta no mercado
A cotação internacional do petróleo registrou forte alta nesta terça-feira (13) e atingiu o maior patamar dos últimos dois meses, impulsionada pelas novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã. A escalada retórica e econômica entre Washington e Teerã reacendeu temores de instabilidade geopolítica e impacto direto no fornecimento global de energia.
Na véspera, Trump anunciou que qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irã será alvo de uma tarifa de 25% em transações com os EUA. A declaração foi feita por meio da rede social Truth Social e teve efeito imediato no mercado internacional.
“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os EUA. Esta ordem é final e irrecorrível”, escreveu o presidente norte-americano.
Sem detalhar como a medida será aplicada, Trump reforçou o endurecimento da política de sanções contra Teerã, ampliando a pressão econômica sobre o regime iraniano. A decisão pode gerar reflexos indiretos em economias emergentes, incluindo o Brasil, diante da reorganização das cadeias globais de comércio e energia.
Alta do petróleo
A reação do mercado foi imediata. Por volta das 15h20 (horário de Brasília):
• O barril do WTI (referência dos EUA), com vencimento em fevereiro, subia 3%, cotado a US$ 61,10.
• O Brent, referência internacional, com contrato para março, avançava 2,44%, negociado a US$ 65,43.
Mais cedo, às 10h, ambos os contratos já registravam alta próxima de 1,7%, sinalizando um movimento consistente de valorização ao longo do dia.
Crise interna no Irã agrava cenário
O endurecimento do discurso norte-americano ocorre em meio à maior onda de protestos no Irã desde 2009. Desde o fim de dezembro, manifestações se espalharam por diversas cidades contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, impulsionadas pela crise econômica, inflação elevada e décadas de sanções internacionais.
Autoridades iranianas admitem que ao menos 2 mil pessoas, incluindo membros das forças de segurança, já morreram durante os confrontos. O governo acusa os Estados Unidos de fomentarem os protestos com o objetivo de desestabilizar o país.
Com o avanço da repressão, Trump elevou o tom e passou a ameaçar uma intervenção indireta, afirmando estar disposto a apoiar civis iranianos que buscam “liberdade”.
“Ajuda está a caminho”
Em nova publicação nesta terça-feira, Trump incentivou a continuidade dos protestos e afirmou ter cancelado todas as reuniões com representantes iranianos até que, segundo ele, cesse a violência contra manifestantes.
“Patriotas iranianos, continuem protestando, ocupem suas instituições. Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho”, escreveu.
A combinação entre tensão geopolítica, sanções econômicas e instabilidade interna no Irã reforça a percepção de risco no mercado internacional, pressionando o preço do petróleo e ampliando a volatilidade nos próximos dias.
-
Vídeos4 anos atrásFantasma? Moto é flagrada andando sozinha em garagem no Paraná e vídeo viraliza; VEJA
-
Vídeos4 anos atrásConheça Evoney Fernades: Influenciador de Palmas que faz vídeos humorísticos sobre o dia a dia de quem mora na Capital
-
Vídeos4 anos atrásMulher rastreia marido, flagra com amante em motel e toma atitude; veja vídeo
-
Vídeos4 anos atrásBebê fala ‘eu te amo’ pela primeira vez aos 2 meses e viraliza na internet; veja vídeo
-
Política4 anos atrásEstádio Dutrinha abriga gabinete do prefeito de forma simbólica
-
Entretenimento4 anos atrásLogan Paul aceita desafio para lutar com Whindersson Nunes
-
Notícias4 anos atrásVolta às aulas: Procon encontra variação de 400% nos valores dos materiais escolares em Araguaína; veja lista
-
Política4 anos atrásEleições 22: Deputados querem novo mandato e articulam reeleição; veja lista

