Política

O poder que Lucas do Rio Verde tem nas mãos

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Faltam poucos dias para a corrida eleitoral começar de verdade, e Lucas do Rio Verde já sabe o tamanho do peso que carrega nas costas. Polo da agroindústria, celeiro de votos, a cidade vai decidir muito mais do que parece nessa eleição estadual. E o nome que todo mundo aponta como o “queridinho” da terra, o vereador Wlad Mesquita (Republicanos), sabe melhor do que ninguém que ser favorito não é a mesma coisa que estar garantido. Já foi líder de votos em duas eleições seguidas, bateu na trave em 2022 e até chegou a sentar numa cadeira de deputado estadual, mesmo que por apenas 30 dias, em 2024. Fez por merecer, brigou pela categoria da Polícia Civil, onde é investigador, e levou o nome de Lucas para dentro da Assembleia. Mas esse ano a brincadeira muda de figura.

Porque Wlad não vai estar sozinho na disputa pela simpatia do eleitor, e sabe disso. Cláudio Senna, que também já provou o gostinho de ser suplente convocado, está no páreo. E tem ainda aquele nome que circula baixinho nos corredores da política luverdense: o do vereador e professor Márcio Albieri, figura querida no meio religioso e com trânsito político de sobra depois de ter passado por secretarias do município. Ninguém confirma, ninguém desmente. Mas em política, esse silêncio costuma ser o início de alguma coisa. Se vier, é mais uma pedra no sapato de quem hoje lidera a preferência popular.

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OUTRO TIME, OUTRO PESO

Enquanto isso, lá no Palácio Paiaguás, Lucas do Rio Verde também tem motivo de orgulho — e de aposta. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que já comandou a cidade por três mandatos como prefeito, hoje governa o Estado de verdade, sem interinidade, depois que Mauro Mendes (União Brasil) deixou o cargo para tentar uma vaga no Senado. Foi com Pivetta na frente, ao lado do seu grupo político, que Lucas se transformou no que é hoje: uma das maiores referências do agronegócio do país. Agora ele tenta provar nas urnas que sabe transformar gestão em voto, e sonha alto: fechar a eleição já no primeiro turno.

A CIDADE QUE NÃO PARA

E enquanto a política se move, a cidade segue crescendo. Sob o comando do prefeito Miguel Vaz, Lucas continua de obra em obra, virando referência também em tecnologia e planejamento urbano. E tem um detalhe que pesa na hora do eleitor decidir: o tanto de moradia que saiu do papel nos últimos anos. Lá em 2013, foram 301 casas entregues pelo Projeto Jaime Seiti Fujii. Mais recentemente, em março de 2026, mais 192 famílias receberam as chaves do Residencial Águas do Cerrado, fruto de parceria entre o programa federal Minha Casa Minha Vida e o Ser Família Habitação, do Estado.

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CASA NA MÃO, VOTO NO BOLSO

E não para aí. Em outubro de 2025, famílias em situação de vulnerabilidade também foram beneficiadas pela Faixa Zero, dentro do mesmo programa estadual. E olha que o horizonte é ainda maior: já há mais de duas mil novas moradias anunciadas para a região, entre 2024 e 2026. Quem mora na ponta da linha sabe bem o que isso significa quando chega a hora de votar. Casa entregue não se esquece fácil.

NA PONTA DO LÁPIS

No fim das contas, sobra para Lucas do Rio Verde um protagonismo que poucas cidades do interior conseguem ter: o de decidir se finalmente terá um nome com assento garantido na Assembleia Legislativa, e o de validar — ou não — nas urnas o legado de quem ajudou a colocar o município no mapa do Brasil. A grande pergunta que fica é simples: o eleitor vai concentrar a força do voto num nome só, ou vai espalhar entre os candidatos da terra e correr o risco de não eleger ninguém? Política do interior tem dessas armadilhas.

FRASE MARCANTE

“Quem não tem voto que se ajunte, quem tem voto que se cuide.” Ditado antigo da política do interior.

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